Pertenceu ao rei Filipe II (Filipe
III de Espanha) que a terá utilizado na sua visita a
Portugal, em 1619. Trata-se de um modelo arcaico e corresponde ao
tipo de veículo utilizado já em finais do
século XVI. A caixa é aberta com vidraças
suspensas por correias. Os passageiros do frio e da chuva com
pesados reposteiros. O exterior é revestido a couro preto
com pregaria desenhando motivos geométricos.
O interior é forrado a veludo cinzelado vermelho sobre fundo amarelo. Sob as almofadas dos assentos encontra-se um sistema de evacuação útil num veículo destinado a longas viagens. Um florão central com elementos irradiantes em talha dourada sobre fundo em damasco carmesim enriquecem o tecto do coche.
Uma arca para guardar utensílios de viagem substitui o banco do cocheiro. A estrutura do rodado dianteiro é ainda pesada e difícil de manobrar. O coche era puxado por seis cavalos. A condução era feita por tronqueiro (homem que conduzia a parelha engatada junto à caixa do coche) e sota (homem que conduzia a parelha da dianteira) ambos montados nos cavalos.
O interior é forrado a veludo cinzelado vermelho sobre fundo amarelo. Sob as almofadas dos assentos encontra-se um sistema de evacuação útil num veículo destinado a longas viagens. Um florão central com elementos irradiantes em talha dourada sobre fundo em damasco carmesim enriquecem o tecto do coche.
Uma arca para guardar utensílios de viagem substitui o banco do cocheiro. A estrutura do rodado dianteiro é ainda pesada e difícil de manobrar. O coche era puxado por seis cavalos. A condução era feita por tronqueiro (homem que conduzia a parelha engatada junto à caixa do coche) e sota (homem que conduzia a parelha da dianteira) ambos montados nos cavalos.
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