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20 de Março de 1816  (Efemérides) Inserido Thursday 20 March 2008 14:04

Faleceu: D. Maria I de Portugal

 

Maria I (Lisboa, 17 de Dezembro de 1734 — Rio de Janeiro, 20 de Março de 1816) foi rainha de Portugal de 24 de Março de 1777 a 20 de Março de 1816. Jaz na Basílica da Estrela, em Lisboa, para onde foi transladada. Batizada Infanta Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana, foi Rainha de Portugal entre 1777 e 1816, sucedendo ao seu pai, o rei José I. D.Maria foi ainda Princesa do Brasil, Princesa da Beira e Duquesa de Bragança.

 

Ficou conhecida pelos cognomes de A Piedosa ou a A Pia, devido à sua extrema devoção religiosa - demonstrada, por exemplo, quando mandou construir a Basílica da Estrela em Lisboa) - e finalmente, como Dona Maria, a Louca, devido à doença mental manifestada com veemência nos últimos 24 anos de vida, depois da morte do seu filho primogênito, que ela havia se recusado a vacinar contra a varíola, por motivos religiosos.

 

Casamento

 

A continuidade dinástica da casa de Bragança ficou assegurada com o seu casamento com o tio Pedro de Bragança. O casamento foi realizado no Palácio de Nossa Senhora d'Ajuda, em Lisboa, a 6 de julho de 1760. Ele subiu ao trono como Pedro III, sendo feito 19º Duque de Bragança, 16º Duque de Guimarães e 14º Duque de Barcelos, 18º Marquês de Vila Viçosa, 20º conde de Barcelos, 16º conde de Guimarães, d'Ourem, de Faria, e de Neiva, 22º conde de Arraiolos. Tiveram quatro filhos e três filhas, abaixo.

 

No poder

 

Foi a primeira rainha em Portugal a exercer o poder efectivo. Seu primeiro acto como rainha, iniciando um período que ficou conhecido como a Viradeira, foi a demissão e exílio da corte do Marquês de Pombal, a quem nunca perdoara a forma brutal como tratou a família Távora durante o Processo dos Távoras. Rainha amante da paz, dedicada a obras sociais, concedeu asilo a numerosos aristocratas franceses fugidos ao Terror da Revolução Francesa (1789). Era no entanto dada a melancolia e fervor religioso e de natureza tão impressionável que quando ladrões entraram em uma igreja e espalharam hóstias pelo chão, decretou nove dias de luto, adiou os negócios púbicos e acompanhou a pé, com uma vela, a procissão de penitência que percorreu Lisboa.

 

A 5 de janeiro de 1785 promulgou um alvará impondo pesadas restrições à atividade industrial no Brasil.

Regência do filho

 

Mentalmente instável, desde 10 de fevereiro de 1792 foi obrigada a aceitar que o filho tomasse conta dos assuntos de Estado. Obcecada com as penas eternas que o pai estaria sofrendo no inferno, por ter permitido a Pombal perseguir os jesuítas, o via como ´um monte de carvão calcinado´.

 

Para tratá-la veio de Londres o dr. Willis, psiquiatra e médico real de Jorge III, enlouquecido em 1788, mas de nada adiantaram seus "remédios evacuantes".

 

Em 1799, sua instabilidade mental se agravou com os lutos pelo seu marido D. Pedro III (1786) e seu filho, o príncipe herdeiro José, Duque de Bragança, Príncipe da Beira, Príncipe do Brasil, morto aos 26 anos (1788), a marcha da Revolução Francesa, e execução do Rei Luís XVI de França na guilhotina e o filho e herdeiro João assumiu a regência : D. João VI de Portugal.

 

Transferência para o Brasil

 

A idéia de que a Família Real Portuguesa fugiu para o Brasil é derrubada pelo fato de, na época, o território brasileiro pertencer a Portugal. O que realmente ocorreu foi a tranferência da sede da Corte para outra parte do Reino.

 

Em 1801, o primeiro ministro de Espanha, Manuel Godoy apoiado por Napoleão invadiu Portugal por breves meses e, no subsequente Tratado de Badajoz, Olivença passou para a coroa de Espanha. Portugal continuou a fazer frente a França e, ao recusar-se a cumprir o Bloqueio naval às Ilhas Britânicas, foi invadido pela coligação franco-espanhola liderada pelo Marechal Junot. A família real tranferiu-se para o Brasil a 13 de Novembro de 1807 e Junot foi nomeado governador de Portugal. A 1 de Agosto de 1808, o Duque de Wellington desembarcou em Portugal e iniciou-se a Guerra Peninsular. Entre 1809 e 1810, o exército luso-britânico lutou contra as forças invasoras de Napoleão, nomeadamente na batalha das Linhas de Torres. Quando Napoleão foi derrotado em 1815, Maria e a família real encontravam-se ainda no Brasil. Segundo consta,a rainha teve de embarcar à força. Muito religiosa,acreditava que estava indo para o próprio Inferno. Dos membros da realeza,porém, foi a que mais se manteve calmo, chegando a declarar:Não corram tanto,vão pensar que estamos fugindo.

 

Reino Unido

 

Proclamada Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 16 de dezembro de 1815.

 

Descendência

 

José, Duque de Bragança e príncipe do Brasil (1761-1788), casou com a tia, a infanta Maria Benedita de Bragança.

 


João de Bragança, natimorto no Palácio de Nossa Senhora d'Ajuda, Lisboa, 20 de outubro de 1762.


Dom João Francisco de Paula Domingos António Carlos Cipriano de Bragança nascido em Lisboa a 16 de setembro e morto em Lisboa a 10 de outubro de 1763.

D. João Maria José Francisco Xavier de Paula Luis António Domingos Rafael de Bragança (futuro João VI)


Mariana Vitória Josefa Francisca Xavier de Paula Antonieta Joana Domingas Gabriela de Bragança nascida no Palácio de Queluz a 15 de Dezembro de 1768, morta no Escorial em 2 de Novembro de 1788, tendo tido dois filhos e uma filha. Casou-se com Gabriel António Francisco Xavier João Nepomuceno José Serafim Pascoal Salvador de Bourbon e Saxe, Infante de Espanha, nascido em Portici a 12 de maio de 1752 e morto no Escorial a 23 de Novembro de 1788, quarto filho de Carlos III, rei da Espanha e de sua esposa Maria Amália de Saxe, primogênita de Augusto II, rei da Polônia e Eleitor de Saxe.





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Todos os comentários feitos ao artigo :
20 de Março de 1816

  • Florbela

    Thu 20 Mar 2008 23:02

    Parabéns pelo artigo. Já agora, um feliz Páscoa.

  • CRISTINA TRINCHEIRAS

    Thu 20 Mar 2008 19:37

    ESTA TAMBEM NÃO SABIA, OU NÃO ME LEMBRAVA BEIJOS.