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26 de Fevereiro de 1802  Inserido Tuesday 26 February 2008 01:10

Blogue de jmgs : Recordar o passado, 26 de Fevereiro de 1802

Nasceu:  Victor Hugo

 

Victor - Marie Hugo (26 de fevereiro de 1802 em Besançon - 22 de maio de 1885, Paris) foi um escritor e poeta francês de grande atuação política em seu país. É autor de Les Misérables e de Notre-Dame de Paris, entre diversas outras obras.

 

Filho de Joseph Hugo e de Sophie Trébuchet, nasceu em Besançon, no Doubs, mas passou a infância em París. Estadias em Nápoles e na Espanha acabaram por influenciar profundamente sua obra. Funda com os seus irmãos em 1819 uma revista, o Conservateur littéraire (Conservador literário), que já chama a atenção para o seu talento. No mesmo ano, ganha o concurso da Académie des Jeux Floraux.O seu primeiro recolhimento de poemas, Odes, é publicado em 1822: tem então vinte anos.Com Cromwell, publicado em 1827, alcança o sucesso. No prefácio deste drama em versos, que não foi encenado enquanto esteve vivo, opõe-se às convenções clássicas, em especial à unidade de tempo e à unidade de lugar.Tem, até uma idade avançada, diversas amantes, sendo a mais famosa Juliette Drouet, atriz sem talento que lhe dedica a sua vida, e a quem ele escreve numerosos poemas. Ambos passavam juntos o aniversário do seu encontro e preenchiam, nesta ocasião, ano após ano, um caderno comum que nomeavam o Livro do aniversário.Criado por sua mãe no espírito da monarquia, acaba por se convencer, pouco a pouco, do interesse da democracia ("Cresci", escreve num poema onde se justifica). A sua idéia é que "onde o conhecimento está apenas num homem, a monarquia se impõe." "Onde está num grupo de homens, deve fazer lugar à aristocracia. E quando todos têm acesso às luzes do saber, então vem o tempo da democracia".Tendo se tornado favorável a uma democracia liberal e humanitária, é eleito deputado da Segunda República em 1848, e apóia a candidatura do "príncipe Louis-Napoléon".Exila-se após o golpe de Estado de 2 de Dezembro de 1851, que condena vigorosamente por razões morais em "Histoire d'un crime".Durante o Segundo Império, em oposição a Napoléon III, vive em exílio em Jersey, Guernsey e Bruxelas. É um dos únicos proscritos a recusar a anistia decidida algum tempo depois: « Et s'il n'en reste qu'un, je serai celui-là » ("e se sobra apenas um, serei eu").A morte da sua filha, Leopoldina, deixou-o a tal ponto desamparado que se deixa tentar, na sua lembrança, por experiências espíritas relatadas numa obra diferente nomeada " Les tables tournantes de Jersey".De acordo com seu último desejo, seu corpo é depositado em um caixão humilde que é enterrado no Panthéon.Tendo ficado vários dias exposto sob o Arco do Triunfo, estima-se que 1 milhão de pessoas vieram lhe prestar uma última homenagem.

Pensamento político

 A partir de 1849, Victor Hugo dedica um quarto da sua obra à política, um quarto à religião e outro à Filosofia humana e social. Se o pensamento de Victor Hugo pode parecer complexo e às vezes contraditório, não se pode dizer que seja monoteísta. Reformista, deseja mudar a sociedade mas não mudar de sociedade. Se ele justifica o enriquecimento, denuncia violentamente a desigualdade social. É contra os ricos que capitalizam os seus lucros sem reinjetá-los na produção. A elite burguesa jamais o perdoará por isso.Ele também se opõe à violência quando ela se aplica contra um poder democrático, mas a justifica (conforme à Declaração dos direitos do homem) contra um poder ilegítimo. É assim que, em 1851, lança um chamado à luta - "carregar seu fuzil e ficar preparado" - que não é seguido. Mantém esta posição até 1870, quando começa a Guerra Franco-Prussiana; Hugo a condena: "guerra de capricho" e não de liberdade.Em seguida, o império é deposto e a guerra continua, desta vez contra a república; o argumento de Hugo em favor da fraternização resta, ainda, sem resposta. É assim que, em 17 de Setembro, publica uma chamada ao levantamento de massa e à resistência. Os republicanos moderados ficam horrorizados: preferem Bismarck aos "socialistas"! A população de Paris, no entanto, se mobiliza e lê avidamente Les Châtiments. (Ver Comuna de Paris).Coerente, Hugo não podia ser comunista: "O significado da Comuna é imenso, ela poderia fazer grandes coisas, mas na verdade faz somente pequenas coisas. E pequenas coisas que são odiosas, é lamentável. Compreendam-me: sou um homem de revolução. Aceito, assim, as grandes necessidades, mas somente sob uma condição: que sejam a confirmação dos princípios e não o seu desrespeito. Todo o meu pensamento oscila entre dois pólos: civilização-revolução "." A construção de uma sociedade igualitária só será possível se for conseqüência de uma recomposição da sociedade liberal."No entanto, diante da repressão que se abate sobre os comunistas, o poeta declara seu desgosto: "Alguns bandidos mataram 64 reféns. Replica-se matando 6000 prisioneiros!".Denunciando até o fim a segregação social, Hugo declara durante a última reunião pública que preside: "A questão social perdura. Ela é terrível, mas é simples: é a questão dos que têm e dos que não têm!". Tratava-se precisamente de recolher fundos para permitir a 126 delegados operários a viagem ao primeiro Congresso socialista da França, em Marselha.

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27 de Fevereiro de 1500  Inserido Tuesday 26 February 2008 23:16

Blogue de jmgs : Recordar o passado, 27 de Fevereiro de 1500

Nascimento de: D. João de Castro

 

 D. João de Castro (27 de Fevereirode 1500 — 6 de Junho de 1548 Goa), era filho de D. Álvaro de Castro, senhor do Paul de Boquilobo, governador da Casa do Cível e vedor da fazenda do rei D. João II de Portugal e de D. ;anuel I de Portugal, e de D. Leonor de Noronha, filha do conde de Abrantes D. João de Almeida e de D. Inês de Noronha. Vulto glorioso da história de Portugal, foi governador e capitão general, 13.º governador e 4.º vice-Rei do Estado português na Índia.

 

Dados biográficos

Fidalgo da Casa do Rei D. Manuel I de Portugal. Teve primorosa educação fidalga por mão de hábeis mestres, sendo discípulo do profundo matemático Pedro Nunes, o homem mais abalizado em ciências naqueles tempos, e condiscípulo do Infante D. Luís (filho do rei D. Manuel), que se tornaria pai de D. António, prior do Crato. Aprendeu Letras por vontade do pai, mas «como por inclinação era muito afeiçoado às armas, aspirando por elas à glória, a que o exemplo de seus maiores o chamava», preferiu enveredar pela carreira militar e embarcou aos 18 anos para Tânger, onde serviu durante 9 anos sendo governador daquela praça D. Duarte de Menezes, dando tantas provas de valor e valentia que o general o fez cavaleiro. Escreveu a D. João III de Portugal, recomendando-o particularmente, dizendo que D. João de Castro tinha servido de maneira que nenhum posto já lhe tivera servido, disse também que a Alteza o ia honrar.

D. João de Castro voltou ao reino e conservou-se por algum tempo na corte. Casou com D. Leonor Coutinho, sua prima, filha de Leonor Coutinho, fidalgo da casa de Marialva, e de D. Mécia de Azevedo, filha de Rui Gomes de Azevedo.

Quando D. João III mandou armar a expedição a Túnis em 1535, para auxiliar Carlos V, D. João acompanhou o infante D. Luís, e tanto se distinguiu que o imperador Carlos V, ficando vitorioso, o quis armar cavaleiro, «honra a que se escusou, por já o haver sido por outras mãos, que o que lhes faltava de reais, tinham de valorosas». 0 imperador mandou entregar 2.000 cruzados a cada um dos capitães da armada, «o que o D. João de Castro também rejeitou, porque servia com maior ambição da glória, que do prémio».

Regressando a Lisboa, D. João foi recebido pelo rei D. João III com grandes provas de consideração, e por carta de 31 de Janeiro de 1538 lhe concedeu a comenda de São Paulo de Salvaterra na Ordem de Cristo, a qual aceitou pela honra, e não por conveniência, pois era tão pequeno o rendimento que não bastava para suas despesas, sendo contudo a primeira e única mercê que recebeu. Professou a 6 de Março de 1538, conforme a lista dos cavaleiros daquela ordem. Retirou-se então para a sua casa na serra de Sintra, desejando viver só entregue aos cuidados da família e aos trabalhos agrícolas.

Passou pela primeira vez à Índia Portuguesa como simples soldado, com seu cunhado D. Garcia de Noronha, nomeado vice-rei, indo render D. Nuno da Cunha, e que muito estimou levá-lo na armada «não só com os méritos de sucessor, segundo diz Jacinto Freire de Andrade, mas com a mercê de lhe suceder no governo, que lhe foi concedida por alvará de 28 de Março de 1538. Embarcou com seu filho D. Álvaro de Castro, que apenas contava 13 anos, dando por distrações daquela idade os perigos do mar.

A armada de D. Garcia de Noronha chagou a Goa com próspera viagem, e achou o governador D. Nuno da Cunha com a armada pronta a socorrer Diu, e pelejar contra as galés turcas, que o tinham sitiado no cerco, que defendeu Antônio da Silveira. D. Garcia de Noronha, com a posse do governo, tomou a obrigação de socorrer a praça, «para o que se lhe ofereceu D. João de Castro, que embarcou no primeiro navio como soldado aventureiro, parecendo já pressentir os futuros triunfos que o chamavam a Diu; porém a retirada dos turcos privou D. Garcia da vitória, ou lha quis dar sem sangue, se menos gloriosa, mais segura.»

Falecendo D. Garcia, sucedeu-lhe no governo D. Estêvão da Gama, e D. João de Castro achou-se com ele na expedição ao Mar Roxo. D. Estêvão partiu com 12 navios de alto bordo e 60 embarcações de remo, a 31 de Dezembro de 1540, sendo D. João de Castro o capitão dum galeão. Esta viagem até Suez foi deveras notável, e D. João fez dela um roteiro minucioso, que ofereceu ao infante D. Luís. Oito meses depois recolheu a Goa, em 21 de Agosto, tendo adquirido pelas experiências que fizera durante a viagem, o nome de filósofo.

Regressando a Portugal, foi nomeado general da armada da costa em 1543, em prémio dos serviços. Saiu logo para comboiar as naus, que de viagem se esperavam da Índia, contra os corsários que infestavam os mares. Conseguiu desbaratar sete naus dos corsários, e entrou com as da Índia pela barra de Lisboa, sendo recebido com o maior entusiasmo. D. João de Castro estava em Sintra quando o rei, perseguido por altos empenhos ao tratar-se de escolher o sucessor de Martim Afonso de Sousa, 13.º governador da Índia, consultou, irresoluto, seu irmão o infante D. Luís, o qual lhe aconselhou a nomeação de D. João de Castro. Aceitou o rei o conselho, e mandou chamá-lo à corte em Évora, e com palavras lisonjeiras o nomeou, por provisão datada de 28 de Fevereiro de 1545. D. João aceitou, beijando a mão do monarca reconhecido pela honra, que não solicitara.

Levou consigo para a Índia os seus dois filhos D. Álvaro e D. Fernando. Aprestou brevemente a armada, que constava de 6 naus grandes, em que se embarcaram 2.000 homens de soldo; a capitânia S. Tomé, em que o governador ia, que lhe deu este nome, por ser o do apóstolo da Índia, sendo os outros capitães D. Jerónimo de Meneses, filho e herdeiro de D. Henrique, irmão do marquês de Vila Real, Jorge Cabral, D. Manuel da Silveira, Simão de Andrade e Diogo Rebelo. A armada partiu a 24 de Março de 1515. D. João recebera a mercê da carta de conselho com data de 7 de Janeiro de 1515 e fizera o seu testamento a 19 de março, deixando testamenteiros Lucas Geraldes, D. Leonor, sua mulher, e D. Álvaro, seu filho; instituiu o morgado na quinta da Fonte d'el-rei, em Sintra, denominada da Penha Verde.

A armada chegou a Goa em Setembro. Lançado nos complicadíssimos negócios da administração da Índia, teve de pegar em armas contra o Hidalcão, por lhe não querer entregar o prisioneiro Meale, como seu antecessor estava resolvido a fazer. Hidalcão foi derrotado a duas léguas da cidade de Goa, e viu-se obrigado a pedir a paz. «Acabado o incidente, 1546 trouxe outro deveras gravíssimo, a guerra de Diu, promovida por Coge Çofar, que pretendia vingar a derrota sofrida. Travou-se ardente luta, e no fim de sangrentos episódios, foram derrotados os portugueses. D. João de Castro mandou novo reforço, e, não contente com isso, organizou nova expedição que ele próprio comandou. Desta vez ficaram vitoriosas as tropas portuguesas; o inimigo teve de levantar o cerco e fugiu, deixando prisioneiros e artilharia. Para reedificar a fortaleza de Diu, que depois da vitória ficara derribada até ao cimento, D. João escreveu aos vereadores da câmara de Goa, afim de obter um empréstimo de 20.000 pardaos para as obras da reedificarão, a célebre carta, datada de 23 de Novembro de 1546, em que ele dizia, que mandara desenterrar seu filho D. Fernando, que os mouros mataram nesta fortaleza, para empenhar os seus ossos, mas que o cadáver fora achado de tal maneira que não se pudera tirar da terra; pelo que, o único penhor que lhe restava, eram as suas próprias barbas, que lhe mandava por Diogo Rodrigues de Azevedo; porque todos sabiam, que não possuía ouro nem prata, nem móvel, nem coisa alguma de raiz, por onde pudesse segurar as suas fazendas, e só uma verdade seca e breve que Nosso Senhor lhe dera. É heróico este ato. Tanta era a consciência da própria honra que empenhava os ossos do filho, depois as barbas, ao pagamento duma soma que pedia para o serviço do rei, e não para si. 0 povo de Goa respondeu a esta carta com quantia muito superior à que fora pedida, vendo que tinham um governador tão humilde para os rogar, e tão grande para os defender. Remeteram-lhe aquele honrado penhor, acompanhado do dinheiro e duma carta muito respeitosa solicitando por mercê que aceitasse aquela importância, que a cidade de Goa e seu povo emprestavam da sua boa e livre vontade, como leais vassalos do rei. A carta tem a data de 27 de Dezembro de 1547.

 

Vice-Rei e anos finais

Depois da vitória de Diu, não pôde D. João descansar. Teve novamente de combater o Hidalcão, que derrotou, tomando Bardez e Salsete. Dirigiu-se para Diu, mas havendo só a notícia do socorro que levava, assustado o inimigo, voltou a Goa, onde se viu obrigado a repelir ainda o Hidalcão, destruindo-lhe os portos. Havendo chegado a Lisboa a fama das suas proezas no Oriente, o rei quis recompensá-lo, enviando-lhe o título de vice-rei, em carta de 13 de Outubro de 1547, prorrogando-lhe o governo por mais três anos, dando-lhe uma ajuda de custo de 10.000 cruzados, e concedendo a seu filho D. Álvaro o posto de capitão-mor do mar da Índia. As mercês chegaram tarde para que o novo vice-rei as pudesse gozar. Cansado mas pelos trabalhos das contínuas guerras, adoeceu gravemente, e reconhecendo em poucos dias indícios de ser mortal a doença, quis livrar-se do encargo do governo. Chamou o bispo D. João de Albuquerque, D. Diogo de Almeida Freire, o Dr. Francisco Toscano, chanceler-mor do Estado, Sebastião Lopes Lobato, ouvidor Geral, e Rodrigo Gonçalves Caminha, vedor da Fazenda, e entregando-lhes o Estado com a paz dos príncipes vizinhos assegurado sobre tantas vitórias, mandou vir à sua presença o governador popular da cidade, o vigário Geral da Índia, o guardião de São Francisco, Frei Antônio do Casal, São Francisco Xavier e os oficiais da Fazenda do rei. Dirigiu-lhes então as seguintes palavras:

«Não terei, senhores, pejo de vos dizer, que ao vice-rei da Índia faltam nesta doença as comodidades que acha nos hospitais o mais pobre soldado. Vim a servir, não vim a comerciar ao Oriente; a vós mesmo quis empenhar os ossos de meu filho, e empenhei os cabelos da barba, porque para vos assegurar, não tinha outras tapeçarias nem baixelas. Hoje não houve nesta casa dinheiro, com que se me comprasse uma galinha; porque nas armadas que fiz, primeiro comiam os soldados os salários do governador, que os soldos de seu rei; e não é de espantar; que esteja pobre um pai de tantos filhos. Peço-vos, que enquanto durar esta doença me ordeneis da fazenda real uma honesta despesa, e pessoa por vós determinada, que com modesta taxa me alimente».

A disputa pela relíquia das veneradas barbas

Expirou nos braços de S. Francisco Xavier. Foi sepultado na capela-mor do convento hoje de São Francisco, com o hábito e insígnias de cavaleiro da Ordem de Cristo. Em 1576 foram os restos mortais trasladados para o convento de São Domingos, de Lisboa, e depois de celebradas pomposas exéquias, transportaram-se para o claustro do convento de São Domingos de Benfica, para a capela particular dos Castros, fundada por seu neto, o inquisidor geral e bispo da Guarda D. Francisco de Castro. Os cabelos das barbas do grande vice-rei da Índia estavam em poder do referido bispo da Guarda que os recolheu numa urna, ou pirâmide de cristal, assentada numa base de prata, na qual estão gravados em torno dísticos diferentes, que fazem de acção tão ilustre engenhosa memória, ficando aos sucessores de sua casa este honrado depósito, como para tornar hereditárias as virtudes de D. João de Castro.

A trineta do vice-rei, D. Mariana de Noronha e Castro, era a possuidora do memorável depósito, e quando faleceu deixou em testamento aos frades de São Caetano, do convento onde hoje está estabelecido o Real Conservatório, um legado que compreendia a urna que recolhia as venerandas barbas, com a declaração: «Quero e ordeno que os bigodes de meu trisavô, D. João de Castro, vice-rei da Índia, os tenham sempre os religiosos teatinos da Divina Providência, em lugar decente de sua sacristia, com o mesmo ornato de prata e caixa, em que lhos deixo, sem o poderem mudar, ou desfazer-se dele.»

Os frades colocaram a relíquia em um nicho na sacristia, coberto com um painel representando D. João de Castro. 0 herdeiro do morgado instituído pelo vice-Rei, e de que fora administradora D. Mariana, pôs demanda aos padres, contestando o legado, e alegando que as barbas de D. João eram pertença do mesmo morgado, porque as vinculara D. Francisco de Castro, Bispo da Guarda, neto do instituidor. Os frades alegavam que as barbas não eram vinculadas, e que D. Francisco não podia dispor do que não era seu; que somente mandara fazer um ornato de prata e uma caixa de veludo para as guardar com mais decência, e que fora esse ornato que ele vinculara, como constava precisamente da verba do seu testamento, não dispondo das barbas de seu avô, assim como não dispusera seu irmão mais velho, D. Manuel, senhor da casa, e por estes motivos a comunidade não se julgava obrigada a restitui-las. Não chegou a haver sentença no pleito, mas, sem que se conheça a razão, diz Tomás Caetano do Bem que em 1792 se achavam as disputadas barbas em poder de António Saldanha Castro Albuquerque Vilafria, senhor da casa de D. João de Castro. A biografia do grande vice-Rei da Índia está publicada em volume, escrita por Jacinto Freire de Andrade, com com o seu retrato, da qual se tem feito diversas edições. Nos Retratos e elogios dos varões e donas, também vem o seu retrato e biografia. Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume II, págs. 926-929.

 

Os famosos Roteiros

Na viagem escreveu o primeiro de três célebres roteiros. O primeiro roteiro evidencia seus invulgares conhecimentos cosmográficos. O segundo roteiro da costa da Índia foi elaborado na expedição do Vice-rei a Diu. O último, em 1541, na viagem do Governador D. Estêvão da Gama, de Goa ao Sinai. A obra encerra enumerações particularizadas das terras onde viajou. Pela sua exactidão, os roteiros tornaram-se o melhor guia da época para a navegação no Mar Vermelho. Em recompensa dos seus serviços, recebeu do monarca altas honras, sendo a maior de todas a nomeação para o cargo de Vice-Rei da Índia. Contudo, desempenhou a função por pouco tempo, pois faleceu três semanas depois, em 1548.

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28 de Fevereiro de 1904  Inserido Thursday 28 February 2008 00:17

Blogue de jmgs : Recordar o passado, 28 de Fevereiro de 1904

Foi fundado - O Sport Lisboa e Benfica

Dados gerais

  • Fundação: 28 de Fevereiro de 1904
  • SAD: 10 de Fevereiro de 2000
  • Número de sócios: 160 398 (recorde mundial)
  • Estádio: Do Sport Lisboa e Benfica - Popularmente conhecido como Estádio da Luz, Catedral ou mesmo Inferno da luz
  • Lotação oficial: 65 400
  • Dimensões do Relvado: 105 x 68 metros
  • Presidente: Luís Filipe Vieira, eleito em 3 de Novembro de 2003 - 33º presidente

O Benfica ganhou 31 Campeonatos de Futebol no actual formato, 27 Taças de Portugal/Campeonatos de Portugal e 4 Supertaças de Portugal de Futebol, sendo assim o clube com mais vitórias no total das competições a nível nacional, em comparação com o Porto, que ganhou 22, 17 e 15 e o Sporting, que ganhou 18, 18 e 6, respectivamente. Ganhou também duas Taças dos Campeões Europeus, ambas no início dos anos sessenta (1960/1961 e 1961/1962), a segunda delas com a ajuda do lendário Eusébio, um eterno símbolo benfiquista, que após o final da sua carreira se tornou um embaixador itinerante do Benfica e de Portugal.

O Benfica é a equipa portuguesa que movimenta mais adeptos, dentro e fora de Portugal. O Benfica encontra-se entre as equipas mais populares do mundo com uma estimativa de 14 milhões de adeptos. Clubes como São Paulo, Corinthians, Flamengo, Santos que concentram bastantes adeptos no Brasil ou Real Madrid, Juventus, Barcelona e Manchester United, que possuem popularidade além fronteiras são dos poucos clubes que possuem como o Benfica um massa adepta superior a dez milhões.

O que ajudou o crescimento do Benfica foi a própria grande história do clube que conta como factos de solidariedade a fundação do Estádio da Luz que levou a população benfiquista a ajudar o clube a pagar os custos da construção do seu antigo estádio, através de doações e mesmo oferta de trabalho ou as exibições lendárias que levou a lenda de jogar à Benfica especialmente contra equipas europeias ou em confrontos com rivais.

O seu antigo jogador, Eusébio foi eleito o terceiro melhor jogador de sempre numa votação online que deu vitória a Diego Maradona e o segundo lugar a Pelé comprovando a imensa popularidade do jogador moçambicano e o reconhecimento da sua qualidade.

História

  • 1904 - Fundação do clube Sport Lisboa, em 28 de Fevereiro, na Farmácia Franco, em Belém, após um treino de Futebol entre antigos alunos da Real Casa Pia de Lisboa(secção de futebol ininterrupta).
  • 1905 - No dia 1 de Janeiro, realiza o seu primeiro jogo, contra o Campo de Ourique (1-0).
  • 1906 - Fundação do clube Grupo Sport Benfica, em 26 de Junho. A 11 de Junho, participa pela primeira vez numa prova de ciclismo. A 2 de Dezembro, a primeira participação numa prova de atletismo (secção ininterrupta).
  • 1907 - Inauguração do Campo da feiteira. A 10 de Fevereiro, primeira vitória contra os "ingleses" do Carcavelos Club, invencíveis desde 1898. Primeira grave crise institucional do Sport Lisboa, com a saída da maioria dos jogadores da primeira categoria para o Sporting. Primeiro jogo realizado contra o clube do Visconde de Alvalade, a 1 de Dezembro (1-2).
  • 1908 - A 13 de Setembro, união do Sport Lisboae do Grupo Sport Benfica, formando assim o Sport Lisboa e Benfica. A 25 de Outubro, a primeira vitória contra o Sporting (2-0).
  • 1910 - Conquista o Campeonato de Lisboa de Futebol nas três categorias então existentes.
  • 1911 - Disputa o seu primeiro jogo de futebol contra uma equipa estrangeira, o Stade Bordelais (2-4), em Lisboa.
  • 1912 - A 11 de Abril, em Lisboa, a primeira vitória (6-1) contra um clube estrangeiro: o Médoc, de França. A 28 de Abril, o primeiro jogo e primeira vitória contra o F.C. Porto(8-2), disputado no Porto. Em Junho, realiza a sua primeira digressão futebolística a Espanha: defronta o Desportivo da Corunha em três jogos, vencendo o segundo.
  • 1913 - Inaugurado o Campo de Sete Rios. A 16 de Fevereiro, é fundado "Os Desportos de Benfica", a primeira delegação. Vence o seu primeiro troféu internacional de futebol, o "3 Cidades". Fundação do jornal do clube, "O Sport Lisboa".
  • 1914 - O clube conquista o Campeonato de Lisboa de futebol nas quatro categorias, feito inédito. Primeira participação numa prova de Natação.
  • 1916 - A 16 de Setembro, o clube integra "Os Desportos de Benfica", beneficiando da utilização de uma sede na Avenida Gomes Pereira, de um campo de futebol e ringue de patinagem.
  • 1917 - Inauguração do remodelado Campo de Benfica. A secção de Hóquei em Patins estreia-se na primeira categoria (ininterrupta).
  • 1918 - Inicia-se a segunda crise do clube: O futebolista Alberto Rio é suspenso; a 7 de Julho alinha pelo Sporting.
  • 1919 - O clube entra em conflito com o futebolista Carlos Sobral. A ruptura entre um grupo de jogadores de Belém, solidários com o regresso de Rio ao clube, é definitiva, forçando o surgimento do clube Os Belenenses. Realiza, em Benfica, o primeiro jogo nocturno de Futebol em Portugal a 10 de Setembro.
  • 1920 - Primeiro encontro oficial entre o Benfica e o Belenenses, a 1 de Janeiro (1-2). A crise torna-se real e duradoura com a saída amigável de futebolistas de várias categorias, devido à fundação do Casa Pia Atlético Club. A 3 de Outubro, realiza-se o primeiro jogo, particular, entre o Benfica e o Casa Pia (1-2).
  • 1923 - Estreia a secção de Hóquei em Campo.
  • 1924 - Estreia da secção de Raguebi, até hoje ininterrupta, tornando-se aquela que tem mais anos de prática da modalidade em Portugal.
  • 1925 - Inaugurado o Campo das Amoreiras.
  • 1927 - Estreia a secção de Basquetebol masculino (secção ininterrupta).
  • 1930 - A conquista do primeiro troféu nacional de futebol do clube, o Campeonato de Portugal, marca também o fim do maior número de épocas seguidas (oito) sem a conquista de um título nacional, até aos nossos dias.
  • 1931 - José Maria Nicolau vence a Volta a Portugal  pela primeira vez.
  • 1932 - Estreia a secção de Andebol masculino.
  • 1936 - Vence pela primeira vez o Campeonato Nacional de Futebol.
  • 1938 - Estreia a secção de Bilhar (secção ininterrupta).
  • 1939 - Estreia a secção de Voleibol masculino (secção ininterrupta).
  • 1940 - Vence a Taça de Portugal de Futebol pela primeira vez.
  • 1941 - Inauguração do Estádio do Campo Grande.
  • 1943 - a 5 de Outubro, é fundado o Sport Lisboa e Saudade, a secção de veteranos.
  • 1946 - Inaugurada a pista de atletismo, a 24 de Novembro.
  • 1950 - Conquista da Taça Latina de Futebol. Realiza o seus primeiros jogos de futebol fora do espaço ibérico contra equipas estrangeiras, numa digressão ao sul de África.
  • 1954 - Inaugurado o Estádio da Luz.
  • 1956 - Conquista do heptacampeonato nacional consecutivo de Ténis masculino.
  • 1960 - Conquista do 10º Campeonato Nacional de Futebol. É inaugurado o terceiro anel do Estádio da Luz.
  • 1961 - Conquista da primeira Taça dos Clubes Campeões Europeus de Futebol.
  • 1962 - Conquista da segunda Taça dos Clubes Campeões Europeus de Futebol. Béla Guttmann sai do comando técnico da equipa de futebol, proferindo uma frase que se tornou um mito negro do clube, a célebre "maldição".
  • 1963 - A equipa de futebol vence o Torneio Ramon Carranza pela primeira vez.
  • 1965 - Conquista do pentacampeonato nacional consecutivo de Basquetebol.
  • 1973 - Conquista do 20º Campeonato Nacional de Futebol. Inauguração da nova pista de Atletismo.
  • 1975 - As "Marias" conquistam o nono campeonato nacional consecutivo de Voleibol Feminino.
  • 1978 - Inauguração da piscina do clube.
  • 1981 - Estreia a secção de Andebol feminino.
  • 1982 - Inaguração do Pavilhão Desportivo Borges Coutinho.
  • 1984 - António Leitão conquista a medalha de bronze nos 5000 metros dos Jogos Olímpicos de Los Angeles; Alexandre Yokochi atinge a final A nos 200 metros bruços na mesma competição.
  • 1985 - Alexandre Yokochi conquista a medalha de prata em 200 metros bruços no Campeonato da Europa de natação realizado em Sófia. O terceiro anel do estádio fica concluído.
  • 1987 - O clube conquista o campeonato nacional de Hóquei em Campo pela primeira e única vez na sua História.
  • 1988 - Alexandre Yokochi vence a final B de 200 metros bruços nos Jogos Olímpicos de Seul.
  • 1991 - Conquista da Taça CERS em Hóquei em Patins.
  • 1992 - A 25 de Janeiro é inaugurada a estátua de Eusébio. O clube organiza a 1 de Dezembro a Consagração Nacional ao seu maior vulto desportivo.
  • 1994 - Conquista do 30º Campeonato Nacional de Futebol. A secção de Andebol feminino é extinta.
  • 1995 - Conquista do heptacampeonato nacional consecutivo de Basquetebol.
  • 1997 - A secção de Hóquei em Campo é extinta.
  • 1998 - Conquista do 20º campeonato nacional de Hóquei em Patins.
  • 2000 - A FIFA considera o Benfica um dos clubes do século XX.
  • 2001 - Estreia da secção de Futsal masculino.
  • 2003 - Inaugurado o novo Estádio da Luz em 25 de Outubro; o bilharista profissional Dick Jaspers sagra-se campeão europeu no bilhar às 3 tabelas. A secção de Futsal é pela primeira vez campeã nacional.
  • 2004 - Morte de Miklos Feher dentro do campo no jogo Vitoria de Guimarães - Benfica
  • 2005 - Conquista do 31º Campeonato Nacional de Futebol depois de 11 anos - o maior período - sem vencer o troféu; esta conquista serviu também para homenagear Miklos Feher, malogrado jogador húngaro que falecera em competição, vítima de morte súbita.
  • 2006 - Entra para o livro do Guiness por ser o clube no mundo com mais sócios. A triatleta Vanessa Fernandes alcança oficialmente o primeiro lugar do ranking mundial da modalidade.
  • 2007 - Em Janeiro é considerado o 20º clube do Mundo com mais rendimentos no ano de 2006.
  • 2007 - 16 de Abril: Joe Berardo lança uma OPA amigável sobre o clube com o objectivo de comprar 30% das acções da SAD.
  • 2007 - 30 de Julho : Contratação de Telma Monteiro, considerada a melhor judoca portuguesa de todos os tempos [atual lider do ranking mundial]
  • 2007 - 20 de Agosto : OPA de Joe Berardo sobre o Benfica fracassa pois só consegue adquirir 1% das acções.
  • 2007 - 27 de Agosto: Nélson Évora ganha a medalha de ouro nos Mundiais de Osaka no Triplo Salto.
  • 2007 - 1 de Setembro: Vanessa Fernandes ganha a medalha de ouro no Mundial de Triatlo em Hamburgo, Alemanha.
  • 2007 - 19 de Setembro: Um estudo da BBDO, considerou o Benfica a marca mais valiosa do Futebol Português, 4ª da Peninsula Ibêrica e 17 da Europa.

 

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29 de Fevreiro de 1792  Inserido Friday 29 February 2008 01:47

Blogue de jmgs : Recordar o passado, 29 de Fevreiro de 1792

29 de Fevereiro de 1792

Nasceu: Gioacchino Antonio Rossini

Biografia

Gioacchino Antonio Rossini nasceu numa família de músicos em Pesaro, uma localidade na costa adriática de Itália. O seu pai, Giuseppe, era tocador de corneta e inspector de matadouros. A sua mãe, Anna, era cantora e filha de uma padeira. Os seus pais cedo lhe deram instrução musical e, com a idade de seis anos, já tocava triângulo na banda do pai.

O pai de Rossini era simpatizante da Revolução Francesa e congratulou-se quando as tropas deNapoleão chegaram ao Norte de Itália. Isto tornou-se um problema quando os austríacos restauraram o antigo regime, em 1796. O pai foi enviado para a prisão, e a mãe levou-o para Bologna, ganhando a vida como cantora principal em vários teatros da região Romagna, onde finalmente o marido se lhes juntou. Durante este tempo, Rossini era frequentemente deixado aos cuidados da sua velha avó, que não foi capaz de controlar eficazmente o rapaz.

Ele permaneceu emBolonha sob os cuidados de um talhante de porcos, enquanto seu pai tocava corneta nas orquestras dos teatros em que a sua esposa cantava. O rapaz teve três anos de instrução no cravo dada por Prinetti de Novara, que tocava a escala com apenas dois dedos, combinava a sua profissão de músico com o negócio da venda de bebidas alcoólicas, e adormecia enquanto ele estudava, de modo que foi um alvo a ridicularizar pelo seu crítico aluno.

 

 

Educação

Ele foi retirado Prinetti e aprendiz de um Lima. Em Angelo Tesei ele encontrou um agradáveis mestre, e aprendeu a olhar - ler, de jogar acompanhamentos sobre o no pianoforte e, a cantar bem o suficiente para tomar individual partes na igreja quando ele tinha dez anos de idade. At treze ele apareceu no teatro da Comuna em Paër's Camilla - sua única aparição pública como um cantor (1805). Ele também foi um jogador capaz corno os passos de seu pai.

Em 1806, a idade 14, Rossini tornou - se um aluno do violoncelo sob Cavedagni no Conservatorio de Bolonha. Em 1807 ele foi admitido na classe de contraponto Padre PS Mattei. Ele aprendeu a tocar violoncelo com facilidade, mas o pedante gravidade dos Mattei sua opinião sobre a contraponto só serviu para impulsionar o jovem compositor o ponto de vista do mais livre para uma escola de composição. Sua visão sobre orquestral recursos não é geralmente atribuída à composição regras estritas que ele aprendeu com Mattei, mas aos conhecimentos adquiridos independentemente enquanto marcando as sinfonias e quartetos de Haydn e Mozart. Em Bolonha, ele era conhecido como "Il Tedeschino" ( "Little o alemão") por conta de sua devoção a Mozart.

 

 

Início de carreira

Através do amigável interposição do Marquês Cavalli, a sua primeira ópera, La Cambiale di Matrimonio, foi produzido em Veneza quando ele era um jovem de dezoito. No entanto, dois anos antes de este já tinha recebido o prémio no Conservatorio de Bolonha para sua cantata Il pianto de Armonia sulla morte de Orfeo. Entre 1810 e 1813, em Bolonha, Roma, Veneza, Milão e, Rossini produzido óperas de sucesso variados. Todos memória destas obras é suplantados pela enorme sucesso de sua ópera Tancredi. O libreto foi um arranjo de Voltaire, o drama por A. Rossi. Vestígios de Paër e Paisiello foram inegavelmente presentes nos fragmentos da música. Mas nenhum sentimento crítico por parte do público foi afogados pela apreciação de tais melodias como "Di tanti palpiti ... Mi rivedrai, ti rivedrò", que se tornou tão popular que os italianos que iria cantar em multidões para os tribunais até chamado Pelo juiz mediante a desistir. Rossini continuou a escrever óperas para Veneza e Milão durante os próximos anos, mas a sua recepção era inofensivo e, em alguns casos insatisfatório após o sucesso de Tancredi. Em 1815 ele se aposentou em sua casa em Bolonha, onde Barbaja, o empresário do teatro Naples , Concluiu um acordo com ele por que ele estava a tomar a direção musical do Teatro San Carlo e do Teatro Del Fondo em Nápoles, escrevendo para cada um deles uma ópera de um ano. Seu pagamento era para ser 200 ducats por mês; Ele era também para receber uma quota de Barbaja de outras empresas, populares jogos de quadros, que se eleva a cerca de 1000 ducats por ano. Este foi um acordo extremamente lucrativo para qualquer músico profissional nessa altura. Alguns compositores mais velhos, em Nápoles, nomeadamente Zingarelli e Paisiello, estavam inclinados a intriga contra o sucesso do jovem compositor; Mas todos hostilidade foi feito fútil pelo entusiasmo que cumprimentou o tribunal desempenho das suas Elisabetta, regina de Inghilterra, no qual Isabella Colbran , Que posteriormente se tornou o compositor da esposa, deu um líder parte. O libreto da ópera por esta Schmidt foi, em muitos dos seus incidentes uma antecipação desses apresentado ao mundo alguns anos mais tarde, em Sir Walter Scott, o Kenilworth. A ópera foi o primeiro em que Rossini escreveu os ornamentos do airs em vez de deixá - los à fantasia dos cantores, e também o primeiro em que o recitativo secco foi substituído por um recitative acompanhado de um quarteto de cordas.

 

 

O Barbeiro de Sevilha

Rossini da mais famosa ópera foi produzido em 20 de fevereiro de 1816, no Teatro Valle, em Roma. O libreto de Cesare Sterbini, uma versão de Beaumarchais' infame fase desempenhar Le Barbier de Sevilha, foi o mesmo que já utilizado por Giovanni Paisiello no seu próprio Barbiere, uma ópera que tinha beneficiado Europeia popularidade durante mais de um quarto de século. Grande parte é feita de forma rápida Rossini da ópera foi escrita, bolsa geralmente concordando com duas semanas, um milagre por qualquer norma. Mais tarde, ainda em vida, Rossini afirmaram ter escrito a ópera em apenas doze dias. Quando a ópera fez sua estréia como Almaviva, Paisiello's admiradores foram extremamente indignado, sabotam a produção por whistling e gritar durante todo o primeiro ato. Contudo, não muito tempo depois, o segundo desempenho, a ópera tornou - se tão bem sucedida que a fama de Paisiello da ópera foi transferido para Rossini's, para que o título "O Barbeiro de Sevilha passou como um património inalienável.

 

 

Casamento e meados de carreira

Entre 1815 e 1823 Rossini produzidos 20 óperas. Destes Otello formaram o clímax a sua reforma da ópera séria, e oferece um sugestivo contraste com o tratamento do mesmo assunto em uma questão semelhante de desenvolvimento artístico pelo compositor Giuseppe Verdi. Em Rossini na hora do trágico era tão estreita inconveniente ao público de Roma que era necessário inventar uma feliz conclusão de Otello. Condições de produção em 1817 são etapa ilustrada por Rossini da aceitação do tema da Cinderela para um libreto apenas na condição de que o elemento sobrenatural deve ser omitida. A ópera La Cenerentola foi tão bem sucedida Barbiere. A ausência de uma precaução semelhante na construção de sua Mosè em Egitto levou a catástrofe na cena retrata a passagem dos Israelitas através do Mar Vermelho, quando os defeitos em fase artifício sempre suscitou uma questão rir, de modo que o compositor era obrigado a duração Para introduzir o coro "Dal tuo stellato Soglio" para desviar a atenção da dividindo ondas. Em 1822, quatro anos após a elaboração deste trabalho, Rossini casado a coloratura soprano Isabella Colbran. No mesmo ano, ele dirigiu a sua Cenerentola em Viena, onde Zelmira também foi realizado. Após isto, voltou a Bolonha; Mas um convite do príncipe Metternich vir para Verona e "auxiliar no geral restabelecimento da harmonia" era muito tentador ser recusado, e ele chegou ao Congresso em tempo útil para a sua abertura em Outubro de 20 , 1822. Aqui ele fez amizade com Chateaubriand e Dorothea Lieven. Em 1823, por sugestão do gerente do King's Theatre, Londres, que veio para a Inglaterra, sendo muito fêted em seu caminho através Paris. Na Inglaterra, ele foi agraciado com um generoso acolhimento, que incluíram uma introdução ao Rei Jorge IV e à recepção de £ 7000 após uma permanência de cinco meses. Em 1824 ele se tornou diretor do Théâtre musicais italien em Paris em um salário de £ 800 por ano, e quando o acordo chegou ao fim, ele foi recompensado com os gabinetes do Chefe do Compositor ao King e Inspector - Geral da Canção em França, A que foi anexado o mesmo rendimento. Na idade de 32, Rossini foi capaz de entrar em Semi - aposentadoria essencialmente com independência financeira.

 

 

Fim de carreira

A produção de seu Guillaume Tell em 1829 trouxe sua carreira como escritor de ópera para uma estreita. O libreto foi por Étienne Jouy e Hippolyte Bis, mas a sua versão foi revista por Armand Marrast. A música é notável pela sua liberdade de as convenções descobertos e utilizados por Rossini na sua obra anterior, e marca uma fase transitória na história da ópera. Embora uma boa ópera, que é raramente ouvido uncut hoje, que o original registos corre mais de quatro horas no desempenho. Em 1829 ele retornou para Bolonha. Sua mãe tinha morrido em 1827, e ele estava ansioso para estar com seu pai. Arranjos para o seu posterior regresso a Paris, em um novo acordo foi rompido pela demissão de Charles X ea Revolução de Julho de 1830. Rossini, considerando que tinha sido objecto de Faust para uma nova ópera, devolvidos, no entanto, de Paris no mês de novembro deste mesmo ano. Seis movimentos do seu Stabat Mater foram escritas em 1832 eo resto em 1839, o ano da morte de seu pai. O sucesso do trabalho tem comparação com os seus sucessos em óperas; Mas seu comparativo silêncio durante o período de 1832 a sua morte em 1868 faz sua biografia parecem quase como a narrativa de duas vidas - a vida de uma rápida vitória, e ao longo da vida Seclusion, dos quais biógrafos dão - nos fotos em histórias do compositor's cínico sagacidade, o seu especulações em peixes cultura, a sua máscara de humildade e indiferença.

 

 

Últimos anos

Sua primeira esposa morreu em 1845, e em 16 de agosto de 1846, ele casou Olympe Pélissier, que tinha sentado para Vernet por seu retrato de Judith e Holofernes. Rossini distúrbios políticos obrigados a abandonar Bologna, em 1848. Depois de viver durante um tempo em Florença ele liquidados em Paris em 1855, quando sua casa foi um centro artístico da sociedade. Ele morreu em sua casa no país Passy na sexta - feira, 13 de novembro de 1868 e foi sepultado no cemitério Père Lachaise, em Paris, França. Em 1887, os seus restos foram transferidos para a Basílica de Santa Cruz, em Florença, onde agora descanso.

 

Honras

Ele era um estrangeiro associado do Instituto, grande oficial da Legião de Honra, e ao destinatário de inúmeras encomendas.

 

Notas

Em suas composições Rossini plagiarized ainda mais livremente entre si do que com outros músicos, e algumas de suas óperas são, sem tais misturas francamente introduzida na forma de árias ou aberturas. Por exemplo, no Il Barbiere existe uma aria de Count (freqüentemente omitida) 'Cessa di piu resistere', que Rossini utilizados (com pequenas alterações) em Le Nozze di Teti E di Peleo e em La Cenerentola (a cabaletta para Angelina's Rondo É quase inalterado). Uma característica maneirismo na sua pontuação orquestral, uma longa e estável construir de som, criando "tempests no teapots pelo início de um sussurro e subir a um piscar, fabulosa tempestade"  ele ganhou o apelido de "Monsieur Crescendo".

 

Obras de Rossini

 

Óperas

Entre parênteses estão o lugar e data da primeira representação

 

Cantatas

  • Il pianto de armonia sulla morte di Orfeo
  • La morte di Didone
  • Dalle quete E pallid'ombre
  • Egle edição Irene
  • L'aurora
  • Le nozze di Teti E di Peleo
  • Omaggio umiliato
  • Cantata ... 9 maggio 1819
  • La riconoscenza
  • Giunone
  • La santa alleanza
  • Il vero omaggio
  • Omaggio pastorale
  • Il pianto DELLE muse eu morte di Lord Byron
  • Cantata PER IL battesimo do figlio do banchiere Aguado
  • L'armonica cetra do nune
  • Giovanna de Arco
  • Cantata em onore do sommo pontefico Pio IX

 

Música Instrumental

  • Sei sonate um quattro
  • Sinfonia "Al conventello"
  • Cinque duetos para Cor
  • Sinfonia
  • Sinfonia
  • Sinfonia
  • Variazzioni di clarinetto
  • E Andante tema com variazioni
  • E Andante tema com variazioni por arpa e violino
  • Passo doppio
  • Valse
  • Serenata
  • Duetto para Violoncelo E Contrabasso
  • Rendez
  • Fantaisie
  • Trois marchas militaires
  • Scherzo
  • Tema originale di Rossini variato por violino Marcia
  • Thème de Rossini suivi de duas variações e coda par Moscheles père
  • La corona de Itália

 

Música Sacra

  • Quoniam
  • Mess